terça-feira, 20 de maio de 2008

Mandioca em Vera Cruz



Por estimulo de um projeto,chamado Minha Primeira Terra, com a ocip Guayi e o Cedejor. Eu e o Leandro fomos até Vera Cruz na linha Enrique d Ávila na área do Marquel, numa terra desgastada, ele e seu pai plantaram mandiocas, usaram somente GEOBACTER sobre as mudas e uma capina no desenvolvimento. E aplicações de biofertilizate Lactobacter. Elas, as mandiocas, vieram sadias e sem manchas o que não tinha acontecido ainda. A tecnologia da biomineralização revela a nova satisfação de plantar mandioca com uma média de 4kg por pé. As farinhas de rocha revitalizam e dão sanidade a terra. As madiocas biomineralizadas, aparentam ser de dois anos, mas acredite são desta safra.
Os agricultores até fazem planos de trocar a plantação de fumo por mandioca, pensando se existissem compradores certos ficaria bem melhor.
A situação da região do vale do Rio Pardo não permite outras saídas comerciais, que não passem pelo fumo. Até existe a alternativa de fumo orgãnico mas é necessário separar as estruturas, pois não pode misturar fumo convencional com orgãnico. Já o sistema biomineralizado é livre sem selos de certificação e permite vender para o sistema orgânico ou convencional, o que diferencia é que este é mais pesado e dá classe melhor, diminui o uso de agrotóxicos e principalmente popa $ e recursos preciosos como o solo, água e principalmente a saúde do agricultor .
A estrutura agrária e comercial no caso dos agricultores familiares, é escanteada numa época que se fala de falta de alimentos, os agricultores familiares tem a solução, ou seja produção.
Mas como dizia Josué de castro em geopolitica da fome, "não faltam alimentos, mas sim distribuição", e este problema logistico é politico.
Falta uma politica logistica de distribuição de alimentos assim nos vemos num paradoxo se produzimos alimento, ele vale pouco no local, se enviamos para outra região o atravessador é quem se apropria da mais valia.
A solução está na economia solidária, ou seja o melhor seria canalizar esta mandioca até o público que esteja precisando e este beneficiar em escala adequada as necessidades regionais. Mas o transporte é caro e poluidor, assim necessitamos de transportadores solidários. Ou que o Estado auxilie este tipo de transporte.
Observei durante o fórum social mundial em Caracas- Venezuela um programa de combate a fome, onde o transporte de alimentos destinados a população carente é realizado pelo Exército que leva o alimento até os comerciantes instalados nas vilas e periferias, e estes distribuem ao povo. Ao contrário do que acontece conosco no brasil onde a nossa mandioca é atravessada pelas grandes redes mundiais. Só que apesar de dominarem a logistica estas transnacionais não alimentam a humanidade. Só o consumidor consciente pode alterar este quadro...
ops... viajei na mandioca

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